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Cultura Premiere - ENTREVISTA- Skank

13/03/2015

Uma banda que representa muito bem o Rock Nacional. O Skank está na estrada há 24 anos, fazendo sucesso e levando muita música por onde passa. Donos de uma identidade musical incomparável eles imprimem isso e conseguem inovar sem perder a característica da banda. 

Lançaram em 2014 o disco Velocia e percorrem o país divulgando o novo trabalho com a turnê homonima ao novo projeto.

 

No currículo, carregam inúmeras participações em grandes festivais, gravações com renomados nomes da música, 14 álbuns lançados entre ao vivo e estúdio e muitas, muitas músicas em trilhas sonoras de novela. Em semana de show de estreia da nova turnê em São Paulo, batemos um papo sobre espaço na mídia, novo trabalho e um passeio pela carreira da banda.

 

Confira a entrevista na íntegra abaixo.

 

 

por Guilherme Lima

 

Velocia, já conta com 2 videoclipes e tem músicas tocadas com frequência nas rádios do país. É  perceptível um passeio musical, nos arranjos e melodias que diretamente remete à uma assimilação com outros trabalhos. Como é fazer um disco moderno sem perder o som que é característico e único da banda?

 

SKANK- Apenas queremos levar música de qualidade. Realmente nós temos um som peculiar, mas não é algo arquitetado, é nossa identidade. Esse disco demorou a sair, pois estávamos produzindo ele há tempos, mas lançamos outros trabalhos antes deste. Pro Skank,é muito bacana por exemplo que depois de 20 anos, a música “ Ela Me Deixou”, que foi lançada recente, tenha uma boa aceitação do público, fique no topo de pedidos,mas ao mesmo tempo procuramos trazer novidades pro disco.

 

A banda, dispõe de significativas participações em festivais, como o SummerStage em 2002 NY , Vinã Del Mar em 1998, 3 Rock In Rio e recentemente o Planeta Atlântida. Qual importância que isso toma na carreira musical do grupo?

 

SKANK - Nós somos recordistas no Atlândita e isso é muito bacana, o festival cresceu assim como a banda. O Rock In Rio, se tornou tão importante que lançamos um álbum ao vivo da nossa participação em 2011 e isso só contribui para o crescimento da banda.

 

Nessa lacuna temporal de 2008 á 2014 foram lançados outros trabalhos da Banda, que inclui o disco Skank 91. Que é o relançamento do primeiro trabalho do grupo. Como decidiram lançar este projeto e o que passou na cabeça ao ouvi-lo?

 

SKANK - Esse trabalho é muito especial, ele trata na verdade de mostrar ao público, nossos fãs, enfim, como era o nosso som antes mesmo de sermos conhecidos nacionalmente. Acreditamos no nosso trabalho, ele veio para somar e tem um espaço especial pra todos nós. Só nos faz lembrar a estrada que percorremos até chegar aqui.

 

O Skank tem também uma quantidade incrível de músicas como trilha sonora em novelas globais. Pesquisando por alto são 25. Como é pra banda, continuar compondo e ter trabalhos bem divulgados?

 

SKANK- Nossa são 25! Achávamos que eram no máximo 20 (risos).

Bom isso é um sinal de que nosso trabalho está sendo bem aceito e de que estamos no caminho certo. É um termômetro bom para a nossa evolução e o mais bacana é que a música ganha cara e fica marcada de forma especial, como Pacato Cidadão, que inclusive criou um elo entre nós e o Selton Mello e toda vez que ele nos encontra a gente brinca com isso, tem a  Balada do Amor Inabalável, Vou deixar e as outras também.

 

A vontade de fazer música ainda vibra como na época do Pouso Alto? Quanto a sonoridade feita hoje pelo Skank, quais influências vocês expõem ou exploram ao pensar num novo trabalho.

 

SKANK- Nós amamos música e isso transparece no nosso trabalho. O que fazíamos antes era diferente do nosso som de hoje, até pelo momento, mas era um projeto que não tinham todos os integrantes do Skank. A gente produz outras bandas, produzimos nosso show e disco, então cada sensação que vivemos expomos em música.

 

No mercado fonográfico e na internet, percebe-se que o Pop Rock continua produzindo e sempre com inovação. Mas estilos como Sertanejo Universitário e Funk hoje tem mais espaço na mídia. Como enxergam esse cenário?

 

SKANK- Tudo é uma questão de ciclo. Assim como quando começamos o sertanejo não tinha tanto espaço e essa quantidade de artistas que estão na mídia divulgando trabalho, inclusive teve o programa “Amigos”, pelo globo, que era pra levantar o gênero. Mas Tudo um ciclo e com o Pop não seria diferente, o que move o mercado na verdade é a qualidade com que se faz. Nós procuramos fazer o melhor possível, músicas que agreguem de alguma forma e melodias não tão fáceis e de forma ‘chata’. Isso é o que importa.

 

Voltando ao Velocia. Como está a turnê atual do Skank? 

 

SKANK- A turnê está muito legal! Estamos com um cenário novo que dialoga com o público e faz uma interação direta por meio dos telões de led. As músicas estão bem representadas pelo novo disco, afinal é a nossa estreia da turnê divulgando o novo trabalho e contém músicas de sucesso também. Mas se contar mais estraga a surpresa(risos).

 

Como definem o momento em que o Skank se encontra e qual música acredita defender o tempo de estrada da banda?

 

SKANK- Muito difícil! Cada disco teve um momento. O disco Calango teve Jack Tequila, no Samba Poconé teve Garota Nacional, Tão Seu e assim vai. Muitas músicas são importantes e listar é quase impossível.

 

 

 

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