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Cultura Premiere - ENTREVISTA - CPM 22

20/09/2014

 

A Banda CPM 22 está rodando o Brasil com a turnê “CPM22 Acústico”. Com 19 anos de história, Grammy, discos de ouro, estádios e praças lotadas e o giro do mercado fonográfico tornam o grupo uma referência musical de forte nome a cada ano. A formação atual conta com Badauí, Japinha, Luciano e Heitor Gomes que carregam inúmeros motivos para continuar a fazer história no cenário do rock e hardcore brasileiro.

Ontem 19 de setembro, o quarteto se apresentou na festa do 111º Aniversário do Grêmio Politécnico da USP, no Butantã, numa noite que reuniu também Marcelo D2 e DJ Leo Lauretti. Após o show entrevistamos o vocalista Badauí, num papo sobre conquistas, carreira internacional, skate, projetos paralelos e muito mais.

Confira a entrevista na íntegra abaixo.

 

por Guilherme Lima

 

 

São 19 anos de carreira, sete álbuns lançados, três DVDs, indicações para prêmios na área musical, inúmeras certificações por vendagem, um Grammy Latino. O que passa na sua cabeça quando pensa ou vê todas essas conquistas?

 

 Badauí- Penso que nada foi em vão! Quando eu entrei na banda eu tinha 19 anos e a partir daquele momento foi meu projeto de vida né. Você tem que fazer escolhas na vida, o que vai estudar, com o que você vai trabalhar e eu decidi ter uma banda, mas o foco era sempre o de vencer.Não de não ser melhor ou pior do que alguém, mas de fazer minha história, deixar meu nome gravado na história da musica e do rock no Brasil. E desde lá lidando com os altos e baixos da vida, do rock, da música no Brasil, que é muito vulnerável, principalmente pro estilo de musica que a gente faz. Ter chego até aqui é ter a certeza que a gente acertou mais do errou e é isso, hoje eu tô com 38 anos e eu faria tudo de novo!

 

Com 11 anos de existência, vocês realizaram o primeiro show internacional, no Japão, três anos depois uma turnê internacional, passando por Inglaterra, EUA, Portugal. Como foi a recepção do público brasileiro e estrangeiro com a banda?

 

Badauí- Fora Portugal, que a gente tem fã clube oficial lá, com fãs brasileiros e portugueses, os outros países em que a gente passou, nós fomos tocar pra comunidades de brasileiros mesmo, que é um circuito em que artistas cantam em português e frequentam. Foi um experiência muito legal, tinha uma galera que estava fora do Brasil há mais de 10anos, talvez não acompanhou a banda de perto nos primeiros CDs e gostava do nosso trabalho, então foi uma experiência incrível e poder ter contato com outras culturas também foi interessante.

 

O projeto atual da banda é o “CPM 22 Acústico”, como anda a turnê pelo Brasil e como vocês estão mesclando o tipo de show na estrada?

 

Badaui- A turnê acústico tá muito legal, mas não é cara da Banda, não é o que a banda realmente é, ela é uma fase. A gente não gosta de fazer acústico e elétrico no mesmo show. Essa turnê já caminha do meio pro final e como a gente tem os dois tipos de show montado, tem contratante que pede o acústico e o outro o elétrico, a gente tem lidado bem com isso e tentando mesclar, estamos pronto pra qualquer coisa (risos).

 

Vocês tem uma ligação com o skate e boa parte dos skatistas ouve muito hardcore, e citam o CPM como influencia musical. A Banda já tocou em vários campeonatos desse esporte. Qual sua relação com o skate juntamente a música?

 

Badauí- O Punk Rock anda lado a lado, porque é alternativo assim como o skate, esportes de ação não são reconhecidos como esporte olímpico então não deixa de ser underground mesmo tendo a visibilidade que tem hoje. Eu ando de skate há 27 anos, pouco mais que isso e o skate me ensinou o que é punk rock, o que é respeito, o que é a rua, então acho que é muito interessante o punk rock e o skate andarem lado a lado mesmo o rap tendo sua influencia também a partir dos anos 90.

 

A Banda anunciou essa semana, na pagina oficial do Facebook, que o próximo single a ser divulgado será “Pra Sempre”. Como foi a escolha dessa música pra single e o processo de composição?

 

Badaui- Foi uma das últimas musicas inéditas a entrar no DVD, o Luciano (guitarrista) tava passando uma fase muito difícil, ele tinha acabado de perder a irmã, pouco depois da gravação a mãe dele faleceu. Então é uma musica muito forte emocionalmente, uma música muito de verdade! A gente fez uma pequena pesquisa, porque são coisas que qualquer pessoa pode passar, alias passa. Fora os arranjos, as vozes, a gente adorou fazer e eu acredito que é uma música completa pra trabalhar como single.

 

Você tem projetos paralelos, como vocês lidam com a prioridade entre ume outro, tendo o CPM como ancora?

 

Badauí- Nossa, eu tenho várias coisas, tenho um bar há pouco mais de um ano, então eu tenho que estar lá quase que diariamente, afinal meu dinheiro esta lá (risos). Tenho um projeto de cover, que é só tocar coisas da antiga, de bandas antigas que eu gosto e tem o Medellin que tá um pouco parado agora, mas a gente vai lidando conforme a agenda, não tem muito pra onde correr. O CPM ta tocando demais hoje em dia, de novo, e a gente vai levando. A gente vai lançar o disco do Medellin agora, mas os shows a gente vai fazer de vez em quando, quando der; já o bar esta ali em pinheiros todo dia.

 

Atualmente quem são seus vícios musicais? Alguma banda nova na playlist?

 

Badaui- To escutando muito country dos anos 40, 50, tipo Hank Williams, Faron Young, Johnny Cash, escuto as mesmas bandas de punk rock e hardcore que eu sempre ouvi.

 

No show, depois de tantos anos, qual a música que vocês sentem que a galera sempre quer o bis?

 

Badaui- Tem! Regina Lets Go, Tarde Outubro, Desconfio, Vida ou Morte, Atordoado, Anteontem, são musicas que cresceram comigo né e são a minha realidade. São elas que vão determinar a lembrança que as pessoas vão ter de mim e da Banda. Eu amo essa banda, eu amo o que eu fiz e sou muito feliz e grato a Deus e ao destino por isso.

 

 

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